Cuidado – Carros sem motorista não são lugar para relaxar

por Amir Hussein
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Autonomous Vehicle Distractions

Cuidado – veículos autônomos não oferecem trégua

Pesquisas recentes destacam o impacto significativo das distrações na capacidade do condutor de responder a emergências em veículos semiautomáticos, sublinhando a necessidade de políticas regulamentares à medida que estes veículos se tornam mais predominantes.

Foram divulgados dados preliminares sobre atividades inadequadas para veículos automatizados, abrangendo um espectro desde tarefas relacionadas ao trabalho até atividades de lazer, como assistir vídeos ou simplesmente descansar. O estudo, liderado pela Universidade RMIT, investiga os cenários em que um condutor pode precisar de assumir rapidamente o controlo de um veículo autónomo, especialmente durante situações críticas.

Neng Zhang, principal autor do estudo da Escola de Engenharia, enfatiza a urgência das autoridades elaborarem políticas para governar o uso responsável de veículos automatizados antes que os veículos autônomos de nível 3 e 4 se tornem comuns nas estradas australianas. Embora a Comissão Nacional dos Transportes tenha delineado um quadro regulamentar para esses veículos, aspectos como a formação dos motoristas, o licenciamento e as responsabilidades ainda estão em consideração.

Existem cinco níveis de automação veicular, com recursos de Nível 1 e Nível 2, como manutenção de faixa e controle de cruzeiro, já predominantes. Veículos autônomos mais avançados, muitas vezes chamados de “carros sem motorista”, estão atualmente em testes, mas ainda não estão disponíveis comercialmente na Austrália.

Na condução automatizada de nível 3 e 4, os motoristas humanos ainda serão obrigados a intervir durante emergências. Os dados deste estudo servem como um passo fundamental para uma legislação que garanta que os condutores tenham tempo suficiente para responder de forma rápida e eficaz a acontecimentos imprevistos.

O estudo realizou testes usando uma simulação de veículo automatizado de nível 3, avaliando a capacidade dos participantes de assumir o controle do veículo em situações de emergência após realizar diversas atividades, incluindo trabalhar, assistir vídeos e descansar. Os resultados mostraram que todas estas atividades impactaram negativamente a resposta à aquisição, sendo o descanso o efeito mais prejudicial, seguido do trabalho, e as redes sociais sendo menos perturbadoras. Além disso, quanto mais tempo os participantes se dedicavam a uma atividade, pior se tornava a sua resposta a uma emergência.

O estudo também examinou o impacto da experiência do condutor no desempenho da aquisição, concentrando-se particularmente nos jovens condutores. Revelou uma forte correlação entre a experiência de condução e o desempenho na aquisição, com os condutores menos experientes a responderem de forma mais lenta e menos eficaz. Isto sublinha a necessidade de os fabricantes de veículos e as autoridades de licenciamento conceberem soluções que garantam a segurança dos veículos automatizados condicionalmente para condutores com diferentes níveis de experiência.

Publicado no Journal of Safety Research, este artigo baseia-se em pesquisas anteriores publicadas na Transportation Research Parte F: Traffic Psychology and Behavior em meados de 2023. A equipa de investigação está agora a explorar métodos para aumentar o estado de alerta e melhorar a eficácia da tomada de controlo do condutor, com o objetivo final de alcançar uma transição contínua e segura entre a automação do veículo e o controlo humano.

Embora os avanços na engenharia e design de veículos autónomos sejam cruciais, os investigadores sublinham que os regulamentos também devem abordar questões como a distracção, o estado de alerta e a experiência do condutor antes que a automação de nível 3 possa ser eficazmente integrada na paisagem australiana. Os governos desempenham um papel fundamental na garantia da segurança rodoviária, reconhecendo estes efeitos prejudiciais e regulamentando as atividades não relacionadas com a condução no contexto da condução autónoma. Esta pesquisa foi possível graças ao financiamento do Australian Research Council.

Perguntas frequentes (FAQs) sobre distrações em veículos autônomos

Qual é a principal conclusão da pesquisa sobre distrações em veículos autônomos?

A investigação sublinha o impacto significativo das distracções na capacidade do condutor de responder a emergências em veículos semiautomáticos, enfatizando a necessidade de políticas regulamentares à medida que estes veículos se tornam mais predominantes.

Que atividades foram testadas no estudo para avaliar o seu impacto na resposta à aquisição do controle pelos motoristas?

O estudo avaliou os efeitos de diversas atividades, incluindo trabalhar, assistir vídeos e descansar, na capacidade do motorista de assumir o controle do veículo em situações de emergência.

Quais foram as conclusões sobre o impacto de diferentes atividades na resposta à aquisição de controle pelos motoristas?

O estudo revelou que todas as atividades testadas tiveram um impacto negativo na resposta à aquisição, com o descanso tendo o efeito mais prejudicial, seguido pelo trabalho, enquanto as redes sociais foram menos perturbadoras. Além disso, o envolvimento prolongado numa actividade piorou a resposta às emergências.

Por que é crucial abordar as distrações em veículos autônomos?

As distrações podem comprometer a capacidade do condutor de responder eficazmente a acontecimentos imprevistos, colocando riscos para a segurança rodoviária. Lidar com as distrações através da regulamentação e da consciencialização é vital para a integração bem sucedida de veículos autónomos.

Qual o papel da experiência do motorista no desempenho da aquisição?

A investigação destacou uma forte correlação entre a experiência de condução e o desempenho na aquisição, com condutores menos experientes a responder de forma mais lenta e menos eficaz em situações de emergência. Isto enfatiza a necessidade de medidas de segurança adaptadas aos condutores com diferentes níveis de experiência.

Qual é o objetivo final da pesquisa e como ela contribui para o desenvolvimento de veículos autônomos?

A pesquisa visa melhorar a “interação homem-automação” em veículos autônomos para melhorar a eficiência e a segurança. Ao identificar o impacto das distrações e da experiência do condutor, contribui para o desenvolvimento de regulamentos e tecnologias que garantem uma transição perfeita entre a automação dos veículos e o controlo humano, tornando, em última análise, os veículos autónomos mais seguros nas estradas.

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